Diálogo sobre infecções sexualmente transmissíveis com trabalhadores da construção civil: um relato de experiência

  • Victor Hugo Manochio Verissimo
  • Bruna Midori Sonoda
  • Johnny Rodrigues
  • Francisco Ribeiro de Moraes
  • Patrícia Modiano Facisb
Palavras-chave: sexualidade, Infecções Sexualmente Transmissíveis, Prevenção de doenças

Resumo

INTRODUÇÃO: As infecções sexualmente transmissíveis correspondem a infecções causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos, os quais são transmitidos, principalmente, por meio do contato sexual, seja ele oral, vaginal ou anal, sem o uso de preservativo, com uma pessoa infectada. Barretos corresponde a segunda maior cidade do interior paulista com pessoas infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). RELATO DE EXPERIÊNCIA: Foi desenvolvida uma dinâmica com os funcionários da construtora Pacaembu, na qual uma caixa com diversas perguntas relacionadas às infecções sexualmente transmissíveis percorria entre os trabalhadores, ao som de uma música. Ao cessar o som, a pessoa que estava com a caixa retirava uma pergunta e tentava respondê-la. Logo em seguida, os mediadores da discussão explanavam sobre o assunto com auxílio de datashow contendo diversas imagens ilustrativas das doenças e suas consequências. DISCUSSÃO: A atividade permitiu uma abordagem dinâmica sobre o assunto, sendo possível entender que existem lacunas na prevenção e no tratamento dessas infecções entre os moradores dessas comunidades. CONCLUSÃO FINAL: Verifica-se que na atual situação brasileira é de extrema importância a discussão com a população sobre sexualidade e as infecções sexualmente transmissíveis e as suas formas de contágio, prevenção e tratamento. O sistema de saúde municipal apresenta uma boa estrutura para acolher, realizar e aconselhar todos os pacientes que chegam as unidades de saúde para investigação.

Referências

1. World Health Organization (WHO). Global Strategy for Intervention and Control of Sexually Transmitted Infections: 2006-2015. Geneva: WHO; 2007.
2. Azevedo, J. (2008). Infecções sexualmente transmissíveis (pag 43). 30 ANOS DA REVISTA.
3. Mayaud, P., & Mabey, D. (2004). Approaches to the control of sexually transmitted infections in developing countries: old problems and modern challenges. Sexually transmitted infections, 80(3), 174-182.
4. Pinto, V. M., Basso, C. R., Barros, C. R. D. S., & Gutierrez, E. B. (2018). Fatores associados às infecções sexualmente transmissíveis: inquérito populacional no município de São Paulo, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 23, 2423-2432.
5. ESTUDOS e Pesquisas - Informação Demográfica e Socioeconômica: Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil [internet]. 2019. [Acesso em: 20 out. 2020]. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/ livros/liv101681_informativo.pdf
6. Ministério da Saúde (2012). Boletim Epidemiológico AIDS e HIV: versão preliminar. Ano IX. n. 1. Brasília: Ministério da Saúde.
7. A CADA dia, há 1 milhão de novos casos de infecções sexualmente transmissíveis curáveis [internet]. Brasilia - Distrito Federal; 2019. [Acesso em: 23 out. 2020]. Disponível em: https://www.paho.org /bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5958:a-cada-dia-ha-1-milhao-de-novos-casos-de-infeccoes-sexualmente-transmissiveis-curaveis& Itemid=812#:~:text=Publicado%20online%20pelo%20Boletim%20da,6%2C3%20milh%C3%B5es%20de%20s%C3%ADfilis.
8. Nunes, I. (2017). Infecções Sexualmente Transmissíveis: desafio passado, presente ou futuro?. Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa, 11(3), 158-159.
9. de Oliveira Fama, M. M., Pimenta, A. T. G., Dourado, É. S., & Azevedo, L. N. (2020). Coinfecção HIV-Sífilis nos pacientes acompanhados em um serviço de atenção especializado de João Pessoa-PB. Brazilian Journal of Health Review, 3(4), 7398-7413.
10. BOLETIM epidemiológico HIV/Aids 2018 [internet]. 2018. [Acesso em: 20 out. 2020]. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2018/boletim-epidemiologico-hivaids-2018
11. Piedrahita, L. B., Moya, L. P., Posada, I. C., & Román, V. B. (2017). Concepto sociocultural del VIH y su impacto en la recepción de campañas de promoción de la salud en Medellín. Ciencias de la Salud, 15(1), 59-70.
12. Mello, V. D. P., Gandra, L. R. L., Amaral, M. A. D., & Fonseca, R. M. G. S. D. (2008). Adolescência, sexualidade e gênero: possibilidades das oficinas de trabalho crítico-emancipatórias. Revista Mineira de Enfermagem, 12(3), 390-395.
13. Souza, M. M., Brunini, S., Almeida, N. A., & Munari, D. B. (2007). Programa educativo sobre la sexualidad y Enfermedades Sexualmente Transmisibles: relacto de experiencia con un grupo de adolescentes. Revista Brasileira de Enfermagem, 60(1), 102-105.
14. Castro, A. C. D. S., Caxias, B. C. L., & Araújo, E. C. D. (2007). Avaliação da educação sexual relacionadas ao hiv/aids entre adolescentes da região metropolitana de Recife-PE. Rev. enferm. UFPE on line, 203-212.
Publicado
2021-12-30
Seção
Ciências Humanas e Saúde

##plugins.generic.recommendByAuthor.heading##